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Seu Zé e o pudim de leite condensado

MalvaGomes  Seu Zé era meu: "Pau pra toda obra" Não tinha empreitada que ele não cumprisse. Faltava o porteiro? Mandavam seu Zé vestir a farda. Um banheiro apresentando problemas? Seu Zé organizava. Até ajudante de cozinha ele foi quando precisou. E não era só na empresa, quando problemas se apresentavam em minha casa quem era que resolvia? Seu Zé.  Mas, certo dia, veio falar comigo um sub gerente. Ele havia entrado na empresa há poucos dias. Rapaz novo, nos seus 35 anos. Bem vestido, organizado e eficiente.  Já no final de uma reunião da empresa, quando perguntei se havia algo mais a ser discutido, ele se levantou e pediu a palavra. Assenti e ele começou:  - Solicito permissão para fazer uma modificação no refeitório, essa empresa cresceu e seria conveniente que fechásemos uma parte para que a diretoria e a gerencia pudessem fazer as refeições. Não é de bom tom que fiquemos expostos. Pensei por alguns segundos e pedi que a secretária chamasse Seu Zé E ele entro...

O Banco Da Vida

Texto: Nelson Freitas Imagine se você tivesse  depositado na sua conta de banco todos os dias 86.400 reais, e que você deveria gastar esse valor, porque no final do dia sua conta seria zerada, e no dia seguinte mais 86.400 reais seriam depositados. Todos nós somos clientes desse banco, e esse banco chama-se: TEMPO! Deus nos dá 86.400 segundos para serem vividos da melhor maneira possível: amando, aprendendo, ensinando, caindo,levantando, VIVENDO… Para saber o valor de um ano, pergunte à um garoto que repetiu de ano. Para saber o valor de um mês, pergunte à uma mulher que teve um filho prematuro. Para saber o valor de uma semana, pergunte à um editor de um jornal semanal. Para saber o valor de um dia, pergunte às pessoas tem tarefas árduas para serem feitas nesse dia. Para saber o valor de uma hora, pergunte aos amantes que não vêem a hora de se encontrar. Para saber o valor de um minuto, pergunte à quem perdeu um avião. Para saber o valor de um segundo, pergunte à quem conseguiu ev...

"Somos familia"

MalvaGomes  Vocês já observaram como muitos de nós somos escravos dessas duas palavra: "Somos familia".? Pois é  este o relato que recebi de uma leitora, que pediu a não divulgação de seus dados por motivo óbvio e passo aqui na integra Dona Malva, eu e algumas amigas estamos sem saber se somos pessoas muito mesquinhas ou se as duas palavras "somos familia" ditas por filhos e agregados teem que ser levadas em conta. No meu caso e no de algumas, eles as  esfregam em nossa cara quando não queremos (e não podemos) dispensar mais ajuda financeira a eles, dilapidando ainda mais nossa minguada aposentadoria.  Do alto da arrogância nos olham como se fôssemos insetos. Crescem diante de nós com exigências descabidas em prol "da família".  Que raio de família é  essa cujo caminho nunca é de mão dupla? Sempre tem que sair de nós para eles sem retorno financeiro algum? Muitas vezes moram em nossa casa com a  desculpa de cuidar de nós. É  certo que se adoecermo...

A arte de agradecer

Dr. Marcello Lucas M Castro Você pode estar se questionando: agradecer é legal, mas por que devo fazer isso? Bom, mais do que tudo a gratidão é uma arte. Pesquisas comprovam que o ato de expressar sua gratidão no dia a dia pode impactar positivamente a saúde mental e física. Quando uma pessoa sente e expressa sua gratidão, ela começa um intenso processo de transformação. Nesse caminho, ela estimula o autoconhecimento e ressignifica momentos já vividos, relembrando todas as suas experiências com mais leveza, sem culpabilização, apenas entendendo que tudo foi necessário. É perceptível que nosso estado de espírito pode definir o nosso dia. Se estamos bem, teremos um dia bom, mas se acordamos mal-humorados ou desanimados, nem mesmo uma ótima notícia será capaz de nos animar. Quem exerce a gratidão não costuma ter dias ruins, pois exerce o pensamento positivo e isso lhe cerca de energias boas. A gratidão quando exercida pode fazer um dia ruim, se tornar bom. Não que somente a gratidão resol...

Desvio de conduta

MalvaGomes Poder-se-ia dizer também, desvio de caráter. Mas se há desvio, é,  a meu ver, porque nunca teve boa conduta ou bom caráter.  É  o que se vê na frase imbecil dita pelo jogador Gerson que se tornou "lei": "levar vantagem em tudo". Próprio de pessoas sem caráter.  Vantagem deve-se procurar em negócios lícitos. Dentro da lei e não achacando o próximo. E fácil encontrar maus caracteres em todo canto, somos um país formado por bandidos expulsos de Portugal pelas ilicitudes praticadas na "terrinha". Vieram para cá como degredados, prisioneiros nesta terra brasilis sem direito a retornar à mãe pátria. E deu no que deu. Juntou a falta de ânimo dos escravos com a indolência dos índios, a cachaça, portugueses gananciosos e tudo misturado deu na nossa brava etnia. Só não somos piores porque achamos que Deus é brasileiro e nos vigia lá de cima. Participei de uma operação onde era preciso apresentar um comprovante de ajuda, e, pasmem, apareceram comprovantes ...

Os pastéis de dona Juju

Este texto é  verídico, realmente aconteceu.  Foi na cidade de Uibaí na Bahia, bem no pé de um morro. Dizer que a cidade era no fim da picada, esta correto, pois depois dela, só o imponente Morro Branco.  E lá moravam minha mãe, dona Juju, e minha tia Hermínia. Era um tempo difícil, pouca chuva, dinheiro escasso. E minha mãe convidou minha tia para abrir uma lanchonete. E abriram Tudo lá era muito interessante, mas hoje vou contar dos saborosos pastéis de dona Juju. A massa era grossinha, enchia o bucho, acalmava a fome. Mas o recheio era um tanto estranho. Um pingo de carne com muito pão amolecido e tudo que era tempero, até ovo entrava pelo meio.  O cheiro ia longe e os sertanejos vinham no rasto. Um dia um deles, metido a gaiato exclamou: " Dou uma caminhonete  zero para quem encontrar a carne no pastel de dona Juju".  A gargalhada foi geral. Minha mãe sorriu sem graça, mas vendeu centenas de pastéis de recheios quase sem carne, bem baratos, pois o povo ...

Enquanto você dormia

Esse foi o título de uma linda história de amor que assisti há tempos. Mas hoje, quando meu neto acordou lhe mostrei um texto e lhe disse que o produzi enquanto ele dormia.  Lembrei-me do filme e resolvi escrever a respeito. Meu neto me disse algo interessante: "Vó  eu estava acordado há muitas horas, mas fingia dormir para o dia passar logo". Que desperdicio... enquanto eu, durmo pouco para aproveitar bem o tempo que me resta, ele desperdiça o seu  fingindo dormir. Será que neste nosso mundo há mais pessoas como meu neto ou iguais a mim? Você, o que faz do seu tempo? Dorme ou aproveita cada hora extra? Catorze anos ele tem, eu 77. Se me fosse possível gostaria de ter a mim acrescentadas todas as horas que ele fingia dormir para não participar da vida, fugir de ir comprar o pão, que agora anda amargo, não sei se é  a farinha velha, padeiro ruim ou farinha de má  qualidade.  Lá vou eu... divagando enquanto meu neto liga o notebook que também o mantém desliga...